Quem sou eu

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Técnico em Agrimensura, Licenciado em Química Pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia(UESB), especializado em Ensino de Química pela UnB-Brasília, Especializado em Metodologia do ensino Superior pela FACE-Valença-BA e Mestre em Química Analítica pela UESB. É professor de Química e Matemática na rede estadual e particular na cidade de Jaguaquara no Estado da Bahia.

sábado, 4 de junho de 2011

PLANO DE PESQUISA

Registra o planejamento da pesquisa, como ela será realizada e os objetivos a alcançar.
– Título: Deve expressar o conteúdo temático do trabalho.
– Apresentação: expor como se chegou a este tema, o motivo ou situação que gerou esta curiosidade ou problema a resolver.
–Objeto/problema da pesquisa:
Expor os motivos técnicos, detalhar o problema e o alcance do mesmo.
– Justificativa: Explicar a relevância do projeto e qual será a contribuição esperada. Referir o que há na literatura sobre este assunto, e porque precisa ser pesquisado.
– Hipóteses e objetivos: Detalhar a(s) hipótese(s) sobre a(s) qual(is) se fará a solução do problema. Detalhar os objetivos intrínsecos desta pesquisa, que demonstrarão a solução do problema.
–Contexto teórico: situar sua pesquisa dentro da(s) teoria(s) em que se está propondo a solução.
–Metodologia a ser usada:
• Fontes: em que se buscará o conhecimento para sustentar a pesquisa
• Procedimentos metodológicos e técnicos: detalhar as etapas de desenvolvimento técnico do projeto.
• Etapas do processo de investigação e resultado a serem obtidos.
Cronograma: Distribuir as etapas do projeto no tempo disponível.
–Bibliografia: Listar as referências de acordo com as normas técnicas pertinentes, os títulos, fontes, artigos consultados.


(SEVERINO, 2007)

domingo, 22 de maio de 2011

Visita do 6º ano do Colégio Taylor-Egídio ao Bairro da Casca e ao Rio Casca



Mapa antigo do município de Jaguaquara





Em meio a construções antigas e muita história há também muita alegria.



Na rua da pedra virada essa turma quase desvira a pedra.

Cientistas que analisam e apreciam um bom pirulito


Chegando ao Rio Casca




...e o Rio Casca pede socorro!























































































































segunda-feira, 25 de abril de 2011

Olimpiada Baiana de Química 2011.



II Semana de Iniciação Científica do Colégio Taylor-Egídio 2010










A Iniciação Científica é um instrumento que permite introduzir os estudantes, potencialmente mais promissores, na pesquisa cientifica. É a possibilidade de colocar o aluno desde cedo em contato direto com a atividade científica e engajá-lo na pesquisa. Nesta perspectiva, a iniciação científica caracteriza-se como instrumento de apoio teórico e metodológico à realização de um projeto de pesquisa e constitui um canal adequado de auxílio para a formação de uma nova mentalidade no aluno. Em síntese, a iniciação científica pode ser definida como instrumento de formação. A iniciação científica é um dever da instituição e não uma atividade eventual ou esporádica. É um instrumento básico de formação, é fundamental compreender que a iniciação científica é uma atividade bem mais ampla que sua pura e simples realização.



































domingo, 17 de abril de 2011

A crise e o clima

por Sérgio Abranches
Há mais conexões entre a crise financeira global e a mudança climática do que aparece nos jornais, além do fato de ambas serem fenômenos sistêmicos e complexos. Não dá para eliminar todas as incertezas, nem antecipar todos os efeitos colaterais de nenhuma das duas. O sistema econômico e o sistema climático globais interagem continuamente, não podem ser separados.


Dou um exemplo pouco comentado na imprensa. As empresas seguradoras viram suas perdas com eventos naturais extremos, só nos Estados Unidos, subirem de menos de US$ 30 bilhões, na década de 1980, para US$ 100 bilhões, no decênio 1995-2005. De repente, são atingidas pelas crises imobiliárias e financeiras. Elas já haviam incorporado, em parte, critérios de avaliação do risco climático e de eventos naturais extremos. Mas, diante dos prejuízos, já consideravam seus modelos de risco superados. Sairão da crise com muitas seqüelas e uma nova concepção de risco, muito mais criteriosa e completa, na qual o risco climático, o risco de eventos naturais extremos, e o “risco carbono” terão peso muito maior que agora. O setor de seguros vai liderar a revisão dos modelos de risco, que passarão a incorporar não apenas critérios mais adequados de mensuração dos riscos financeiros, mas também o risco climático e ambiental. Essa revisão dos modelos de risco tornará os setores voltados para a mitigação dos gases de efeito estufa e, principalmente, as tecnologias, atividades e empresas de baixo carbono muito mais atraentes aos investidores. Também serão as que pagarão os menores prêmios de seguro.


Essas conexões sistêmicas vincularão, cada vez mais, as avaliações de investimento e a valorização de ações e empresas à mudança climática. Perderão valor aquelas atividades de alto carbono e as que estejam sujeitas aos efeitos da mudança climática, principalmente aquelas submetidas à alta probabilidade de danos por eventos climáticos extremos, chuva ácida, desertificação, elevação do nível das águas. As empresas e os setores de alto carbono terão sua rentabilidade futura ameaçada por regulações ambientais e climáticas mais duras, pela fuga de consumidores para produtos de baixo carbono e pelo risco de tributação mais pesada.


A crise financeira pode produzir dois efeitos de curto prazo nas emissões de carbono, um positivo e outro negativo. Deve haver queda nos investimentos em tecnologias verdes e energias renováveis. O mercado de carbono está caindo também. Mas a desaceleração econômica, provavelmente recessão global, reduzirá as emissões de carbono e os investimentos em atividades de alto carbono. É bem provável que os investimentos “verdes” sejam os menos prejudicados pela crise.

domingo, 10 de abril de 2011

Linus Pauling - O mais versátil dos mestres

Por Bernado Esteves


Ele tomava 18 gramas de vitamina C por dia. E foi um dos raros cientistas americanos a protestar contra as armas atômicas. Linus Pauling entrou para a História: foi o único a receber dois Prêmios Nobel sozinho. Linus Carl Pauling é um caso único. Ganhou o Nobel, sozinho, sem colaboradores, duas vezes: o prêmio de Química, em 1954, por suas pesquisas sobre ligações químicas e estrutura molecular, e o da Paz, em 1963, pela luta contra os testes nucleares na atmosfera. Foi um verdadeiro faz-tudo da Ciência. Publicou vários livros e centenas de artigos sobre Cristalografia, Mecânica Quântica, Química Estrutural, Mineralogia, Anestesia, Imunologia, Medicina e evolução das espécies, sem contar as obras políticas. Na infância, colecionava insetos e minerais. Trabalhou duro para ajudar a família. Diplomou-se em Química aos 21 anos e concluiu seu doutorado aos 24. Estudou na Europa com cientistas geniais como Niels Bohr e Erwin Schrödinger. De volta aos Estados Unidos, tornou-se professor titular do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), onde ensinou de 1936 a 1964. Passou também pelas universidades da Califórnia e Stanford. No Caltech, pesquisou as forças que unem os átomos e permitem a formação de moléculas, trabalho que lhe valeu o primeiro Nobel (veja o quadro). Foi um dos grandes cientistas do século e também um incansável ativista político. No final da Segunda Guerra, alarmado pelas bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, alertou o mundo para o perigo das armas nucleares. Fez centenas de conferências e mobilizou os cientistas na defesa da paz e do desarmamento. Onze mil deles (entre os quais Albert Einstein e Bertrand Russell) assinaram a petição que apresentou à ONU em 1958 solicitando o fim dos testes nucleares. Pagou caro por isso. Foi acusado de comunista em seu país e teve seu passaporte confiscado. Mas, em 1963, viu os Estados Unidos e a União Soviética assinarem o primeiro acordo proibindo parcialmente os testes nucleares. No dia em que o tratado entrou em vigor, a Academia de Ciências da Noruega anunciou seu nome como ganhador do Nobel da Paz. Também criticou o envolvimento norte-americano na Guerra do Vietnã. E, em 1991, durante a crise do Golfo Pérsico, gastou dinheiro próprio publicando nos jornais anúncios contra a guerra. A partir dos anos 70, concentrou-se nas pesquisas sobre a vitamina C. Acreditava que megadoses desse composto poderiam aumentar a expectativa de vida e ajudar na prevenção da gripe, do câncer e das doenças cardiovasculares. No fim da vida, ingeria diariamente 18 000 mg da vitamina, quando a dose recomendada era de 60 mg. Convenceu muitos a fazerem o mesmo, mas sua tese foi criticada por cientistas. Em todo caso, viveu até os 93 anos.

Ficha técnica


Nome - Linus Carl Pauling

Nascimento - 28 de fevereiro de 1901, em Condon, Oregon (EUA) Morte - 20 de agosto de 1994, em Big Sur, Califórnia (EUA)

Formação - Química pela Universidade de Oregon, com doutorado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) Ocupação - Químico e biólogo molecular

Destaque - Desvendou a natureza das ligações químicas e a estrutura de moléculas complexas; foi o único ganhador de dois Nobel individuais, o de Química, em 1954, e o da Paz, em 1963


Eureka! Eureka! Eureka!


Uma noite divertidíssima. Fazendo contas “Foi uma noitada fantástica.” Assim Pauling resumiu, certa vez, uma de suas noites em claro no final de 1930. Mas o cientista não havia ido a nenhuma festa. Ele passara horas debruçado sobre equações, resolvendo um problema que o instigava havia mais de dez anos: a natureza das ligações químicas nas moléculas. Essa foi sua contribuição mais importante para a ciência, que lhe rendeu o Nobel de Química em 1954. Aplicando noções de Mecânica Quântica à Química, Pauling descobriu como os átomos se unem. Isso só foi possível graças a um conceito que ele mesmo desenvolveu: a eletronegatividade, a tendência dos átomos neutros a receber elétrons, adquirindo carga negativa. É ela que determina o grau de facilidade com que os átomos de ligam para formar as moléculas. Uma vez conhecida a natureza das ligações químicas, foi possível descobrir a estrutura e dimensão de moléculas mais complexas. Inicialmente interessado nos cristais, Pauling acabou se voltando para as moléculas do corpo humano, sobretudo as proteínas. Em 1948, descobriu a estrutura em hélice das proteínas, inaugurando a Biologia Molecular. E quase chegou à descoberta do DNA, que só aconteceria em 1953.


“Sou otimista. Mas o meu otimismo é de combate. Consiste em dizer que o que nós faremos da Terra depende da nossa energia em lutar pelo homem.”


http://super.abril.com.br/ciencia/mais-versatil-mestres-443875.shtml