Quem sou eu
- Louquímicos
- Técnico em Agrimensura, Licenciado em Química Pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia(UESB), especializado em Ensino de Química pela UnB-Brasília, Especializado em Metodologia do ensino Superior pela FACE-Valença-BA e Mestre em Química Analítica pela UESB. É professor de Química e Matemática na rede estadual e particular na cidade de Jaguaquara no Estado da Bahia.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
Visita do 6º ano do Colégio Taylor-Egídio ao Bairro da Casca e ao Rio Casca


...e o Rio Casca pede socorro!
segunda-feira, 25 de abril de 2011
II Semana de Iniciação Científica do Colégio Taylor-Egídio 2010



A Iniciação Científica é um instrumento que permite introduzir os estudantes, potencialmente mais promissores, na pesquisa cientifica. É a possibilidade de colocar o aluno desde cedo em contato direto com a atividade científica e engajá-lo na pesquisa. Nesta perspectiva, a iniciação científica caracteriza-se como instrumento de apoio teórico e metodológico à realização de um projeto de pesquisa e constitui um canal adequado de auxílio para a formação de uma nova mentalidade no aluno. Em síntese, a iniciação científica pode ser definida como instrumento de formação. A iniciação científica é um dever da instituição e não uma atividade eventual ou esporádica. É um instrumento básico de formação, é fundamental compreender que a iniciação científica é uma atividade bem mais ampla que sua pura e simples realização.
domingo, 17 de abril de 2011
A crise e o clima
por Sérgio Abranches
Há mais conexões entre a crise financeira global e a mudança climática do que aparece nos jornais, além do fato de ambas serem fenômenos sistêmicos e complexos. Não dá para eliminar todas as incertezas, nem antecipar todos os efeitos colaterais de nenhuma das duas. O sistema econômico e o sistema climático globais interagem continuamente, não podem ser separados.
Dou um exemplo pouco comentado na imprensa. As empresas seguradoras viram suas perdas com eventos naturais extremos, só nos Estados Unidos, subirem de menos de US$ 30 bilhões, na década de 1980, para US$ 100 bilhões, no decênio 1995-2005. De repente, são atingidas pelas crises imobiliárias e financeiras. Elas já haviam incorporado, em parte, critérios de avaliação do risco climático e de eventos naturais extremos. Mas, diante dos prejuízos, já consideravam seus modelos de risco superados. Sairão da crise com muitas seqüelas e uma nova concepção de risco, muito mais criteriosa e completa, na qual o risco climático, o risco de eventos naturais extremos, e o “risco carbono” terão peso muito maior que agora. O setor de seguros vai liderar a revisão dos modelos de risco, que passarão a incorporar não apenas critérios mais adequados de mensuração dos riscos financeiros, mas também o risco climático e ambiental. Essa revisão dos modelos de risco tornará os setores voltados para a mitigação dos gases de efeito estufa e, principalmente, as tecnologias, atividades e empresas de baixo carbono muito mais atraentes aos investidores. Também serão as que pagarão os menores prêmios de seguro.
Essas conexões sistêmicas vincularão, cada vez mais, as avaliações de investimento e a valorização de ações e empresas à mudança climática. Perderão valor aquelas atividades de alto carbono e as que estejam sujeitas aos efeitos da mudança climática, principalmente aquelas submetidas à alta probabilidade de danos por eventos climáticos extremos, chuva ácida, desertificação, elevação do nível das águas. As empresas e os setores de alto carbono terão sua rentabilidade futura ameaçada por regulações ambientais e climáticas mais duras, pela fuga de consumidores para produtos de baixo carbono e pelo risco de tributação mais pesada.
A crise financeira pode produzir dois efeitos de curto prazo nas emissões de carbono, um positivo e outro negativo. Deve haver queda nos investimentos em tecnologias verdes e energias renováveis. O mercado de carbono está caindo também. Mas a desaceleração econômica, provavelmente recessão global, reduzirá as emissões de carbono e os investimentos em atividades de alto carbono. É bem provável que os investimentos “verdes” sejam os menos prejudicados pela crise.
domingo, 10 de abril de 2011
Linus Pauling - O mais versátil dos mestres
Por Bernado Esteves
Ele tomava 18 gramas de vitamina C por dia. E foi um dos raros cientistas americanos a protestar contra as armas atômicas. Linus Pauling entrou para a História: foi o único a receber dois Prêmios Nobel sozinho. Linus Carl Pauling é um caso único. Ganhou o Nobel, sozinho, sem colaboradores, duas vezes: o prêmio de Química, em 1954, por suas pesquisas sobre ligações químicas e estrutura molecular, e o da Paz, em 1963, pela luta contra os testes nucleares na atmosfera. Foi um verdadeiro faz-tudo da Ciência. Publicou vários livros e centenas de artigos sobre Cristalografia, Mecânica Quântica, Química Estrutural, Mineralogia, Anestesia, Imunologia, Medicina e evolução das espécies, sem contar as obras políticas. Na infância, colecionava insetos e minerais. Trabalhou duro para ajudar a família. Diplomou-se em Química aos 21 anos e concluiu seu doutorado aos 24. Estudou na Europa com cientistas geniais como Niels Bohr e Erwin Schrödinger. De volta aos Estados Unidos, tornou-se professor titular do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), onde ensinou de 1936 a 1964. Passou também pelas universidades da Califórnia e Stanford. No Caltech, pesquisou as forças que unem os átomos e permitem a formação de moléculas, trabalho que lhe valeu o primeiro Nobel (veja o quadro). Foi um dos grandes cientistas do século e também um incansável ativista político. No final da Segunda Guerra, alarmado pelas bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, alertou o mundo para o perigo das armas nucleares. Fez centenas de conferências e mobilizou os cientistas na defesa da paz e do desarmamento. Onze mil deles (entre os quais Albert Einstein e Bertrand Russell) assinaram a petição que apresentou à ONU em 1958 solicitando o fim dos testes nucleares. Pagou caro por isso. Foi acusado de comunista em seu país e teve seu passaporte confiscado. Mas, em 1963, viu os Estados Unidos e a União Soviética assinarem o primeiro acordo proibindo parcialmente os testes nucleares. No dia em que o tratado entrou em vigor, a Academia de Ciências da Noruega anunciou seu nome como ganhador do Nobel da Paz. Também criticou o envolvimento norte-americano na Guerra do Vietnã. E, em 1991, durante a crise do Golfo Pérsico, gastou dinheiro próprio publicando nos jornais anúncios contra a guerra. A partir dos anos 70, concentrou-se nas pesquisas sobre a vitamina C. Acreditava que megadoses desse composto poderiam aumentar a expectativa de vida e ajudar na prevenção da gripe, do câncer e das doenças cardiovasculares. No fim da vida, ingeria diariamente 18 000 mg da vitamina, quando a dose recomendada era de 60 mg. Convenceu muitos a fazerem o mesmo, mas sua tese foi criticada por cientistas. Em todo caso, viveu até os 93 anos.
Ficha técnica
Nome - Linus Carl Pauling
Nascimento - 28 de fevereiro de 1901, em Condon, Oregon (EUA) Morte - 20 de agosto de 1994, em Big Sur, Califórnia (EUA)
Formação - Química pela Universidade de Oregon, com doutorado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) Ocupação - Químico e biólogo molecular
Destaque - Desvendou a natureza das ligações químicas e a estrutura de moléculas complexas; foi o único ganhador de dois Nobel individuais, o de Química, em 1954, e o da Paz, em 1963
Eureka! Eureka! Eureka!
Uma noite divertidíssima. Fazendo contas “Foi uma noitada fantástica.” Assim Pauling resumiu, certa vez, uma de suas noites em claro no final de 1930. Mas o cientista não havia ido a nenhuma festa. Ele passara horas debruçado sobre equações, resolvendo um problema que o instigava havia mais de dez anos: a natureza das ligações químicas nas moléculas. Essa foi sua contribuição mais importante para a ciência, que lhe rendeu o Nobel de Química em 1954. Aplicando noções de Mecânica Quântica à Química, Pauling descobriu como os átomos se unem. Isso só foi possível graças a um conceito que ele mesmo desenvolveu: a eletronegatividade, a tendência dos átomos neutros a receber elétrons, adquirindo carga negativa. É ela que determina o grau de facilidade com que os átomos de ligam para formar as moléculas. Uma vez conhecida a natureza das ligações químicas, foi possível descobrir a estrutura e dimensão de moléculas mais complexas. Inicialmente interessado nos cristais, Pauling acabou se voltando para as moléculas do corpo humano, sobretudo as proteínas. Em 1948, descobriu a estrutura em hélice das proteínas, inaugurando a Biologia Molecular. E quase chegou à descoberta do DNA, que só aconteceria em 1953.
“Sou otimista. Mas o meu otimismo é de combate. Consiste em dizer que o que nós faremos da Terra depende da nossa energia em lutar pelo homem.”
http://super.abril.com.br/ciencia/mais-versatil-mestres-443875.shtml
História da Química
MAGIA NEGRA - DOS TEMPOS PRÉ HISTÓRICOS AO INÍCIO DA ERA CRISTÃ
Esta era uma era na qual as culturas Sumérias, Babilônica, Egípcias e Gregas estavam florescendo. Durante a maior parte deste período, o misticismo e a superstição prevalecerem sobre o pensamento científico. Nessa era, muitas pessoas acreditavam que os processos naturais eram controlados por espíritos, e que eles poderiam se utilizar de magia para persuadi-los a agir em seu favor. Muito pouco conhecimento químico foi conseguido, mas alguns elementos tais como o Ferro, Ouro e Cobre foram reconhecidos. Durante este tempo, os filósofos gregos Tales e Aristóteles especularam sobre a composição da matéria. Eles acreditavam que a Terra, Ar, Fogo e Água (alguns acreditavam em uma quinta substância conhecida como "quintessência", ou "éter") eram os elementos básicos que compunham toda a matéria. Pelo fim desta era, as pessoas aprenderam que o Ferro poderia ser conseguido a partir de uma rocha marrom escura, e o bronze poderia ser obtido combinando-se cobre e latão. Isso os levou a imaginar que se uma substância amarela pudesse ser combinada com uma mais dura, Ouro poderia resultar. A crença que o ouro poderia ser obtido a partir de outras substâncias iniciou uma nova era conhecida como Alquimia.
ALQUIMIA - DO INÍCIO DA ERA CRISTÃ À METADE DO SÉCULO XVII
Durante esta longa era, muitos alquimistas acreditaram que metais poderiam ser convertidos em ouro com a ajuda de uma "coisa" chamada "a pedra filosofal". Esta "Pedra filosofal" nunca foi encontrada, até onde se sabe, mas muitas descobertas de novos elementos e compostos foram feitas durante este período. No início co século XIII, alquimistas como Roger Bacon, Albertus Magnus e Raymond Lully começaram a imaginar que a procura pela pedra filosofal era fútil. Eles acreditaram que os alquimistas poderiam servir o mundo de uma melhor maneira descobrindo novos produtos e métodos para melhorar a vida cotidiana. Isso iniciou uma corrente na qual os alquimistas pararam de buscar pela pedra filosofal. Um importante líder neste movimento foi Theophrastus Bombastus. Bombastus sentiu que o objetivo da alquimia deveria ser a cura dos doentes. Ele acreditava que sal, enxofre e mercúrio poderiam dar saúde se combinado nas proporções certas. Este foi o primeiro período da Iatroquímica. O último químico influente nesta era foi Robert Boyle. Em seu livro: "O Químico Cético", Boyle rejeitou as teorias científicas vigentes e iniciou uma listagem de elementos que ainda hoje é reconhecida. Ele também formulou uma Lei relacionando o volume e pressão gos gases (A Lei de Boyle). Em 1661, ele fundou uma sociedade científica que mais tarde tornar-se-ia conhecida como a Sociedade Real da Inglaterra (Royal Society of England).
QUÍMICA TRADICIONAL - DA METADE DO SÉCULO XVII AO MEIO DO SÉCULO XIX
A esta altura, os cientistas estavam usando "métodos modernos" de descobertas testando teorias com experimentos. Uma das grandes controvérsias durante este período foi o mistério da combustão. Dois químicos: Johann Joachim Becher e Georg Ernst Stahl propuseram a teoria do flogisto. Esta teoria dizia que uma "essência" (como dureza ou a cor amarela) deveria escapar durante o processo da combustão. Ninguém conseguiu provar a teoria do flogistico. O primeiro químico que provou que o oxigênio é essencial à combustão foi Joseph Priestly. Ambos o oxigênio e o hidrogênio foram descobertos durante este período. Foi o químico francês Antoine Laurent Lavoisier quem formulou a teoria atualmente aceita sobre a combustão. Esta era marcou um período aonde os cientistas usaram o "método moderno" de testar teorias com experimentos. Isso originou uma nova era, conhecida como Química Moderna, à qual muito se referem como Química atômica.
QUÍMICA MODERNA - DA METADE DO SÉCULO XIX ATÉ HOJE
Esta foi a era na qual a Química floresceu. As teses de Lavoisier deram aos químicos a primeira compreensão sólida sobre a natureza das reações químicas. O trabalho de Lavoisier levou um professor inglês chamado John Dalton a formular a teoria atônica. Pela mesma época, um químico italiano chamado Amedeo Avogadro formulou sua própria teoria (A Lei de Avogadro), concernente a moléculas e suas relações com temperatura e pressão. Pela metade do século XIX, haviam aproximadamente 60 elementos conhecidos. John A. R. Newlands, Stanislao Cannizzaro e A. E. B. de Chancourtois notaram pela primeira vez que todos estes elementos eram similares em estrutura. Seu trabalho levou Demitri Mendeleev a publicar sua primeira tabela periódica. O trabalho de Mandeleev estabeleceu a fundação da química teórica. Em 1896, Henri Becquerel e os Curies descobriram o fenômeno chamado de radioatividade, o que estabeleceu as fundações para a química nuclear. Em 1919, Ernest Rutherford descobriu que os elementos podem ser transmutados. O trabalho de Rutherford estipulou as bases para a interpretação da estrutura atômica. Pouco depois, outro químico, Niels Bohr, finalizou a teoria atômica. Estes e outros avanços criaram muitos ramos distintos na química, que incluem, mas não somente: bioquímica, química nuclear, engenharia química e química orgânica.
Fonte: www.exatas.com
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